Adriana Araújo questiona a postura da deputada Eduarda Campopiano em relação ao feminicídio
A jornalista Adriana Araújo demonstrou forte emoção ao criticar as afirmações da deputada Eduarda Campopiano (PL) sobre a violência contra as mulheres, durante sua participação na BandNews FM nesta segunda-feira (5/10). A jovem de 23 anos, eleita a deputada estadual mais votada de São Paulo em 2026, declarou que o feminicídio “não existe”.
Durante sua intervenção, Adriana considerou a declaração de Campopiano como extremamente grave e enfatizou a dura realidade que muitas mulheres enfrentam diariamente no Brasil. Além disso, a jornalista ressaltou a importância do feminismo como um movimento que busca garantir igualdade de direitos e oportunidades para todos, independentemente do gênero.
Adriana Araujo no “Programa Flávio Ricco”Reprodução: LeoDias TV
Adriana Araujo comandava o “Jornal da Record”Reprodução: Record
Adriana AraujoReprodução: Band
Adriana Araújo critica posicionamento de deputada Eduarda CampopianoReprodução/Instagram @adrianaaraujo_
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No encerramento de seu discurso, Adriana Araújo voltou sua reflexão aos quase dois milhões de eleitores paulistas que optaram por Campopiano nas urnas neste ano e questionou se todos realmente compartilham dessa visão sobre a violência que afeta tantas mulheres.
A jornalista enfatizou que “enquanto a deputada mais votada da direita afirma que o feminicídio não existe”, muitos atos violentos como esfaqueamentos e abusos sexuais ocorrem diariamente. Ela destacou ainda o sofrimento das crianças que perdem suas mães e das mães que têm que enterrar suas filhas.
Com um total de 1.956.238 votos, Campopiano se destacou como a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa paulista. Em sua campanha política, ela se posiciona como antifeminista e já manifestou sua opinião contrária ao reconhecimento do feminicídio como uma categoria penal específica, sugerindo que esses casos sejam tratados apenas como crimes passionais.
A deputada declarou explicitamente que “não acredita na existência do feminicídio”. É importante ressaltar que essa forma específica de homicídio está prevista na legislação brasileira e abrange assassinatos de mulheres motivados por violência doméstica ou discriminação baseada no gênero.