Nesta segunda-feira (5/10), Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro e membro do PSD, comentou sobre a recente decisão de Anthony Garotinho. O ex-governador solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que declare sua inelegibilidade e que anule os votos que obteve na eleição para o governo estadual. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Paes acusou Garotinho de ter criado uma estratégia para favorecer Douglas Ruas (PL) e impedir a realização do segundo turno.
Paes destacou que já havia alertado, desde o início da campanha, sobre a possibilidade de Garotinho não assumir os votos recebidos. Segundo ele, o ex-governador estava agindo como um candidato laranja com o intuito de tumultuar o processo eleitoral.
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“Desde o início da minha campanha, alertamos que Garotinho era um candidato laranja. Levamos esse questionamento à Justiça, argumentando que ele não deveria ser permitido nas urnas devido a seus crimes e condenações. O único objetivo dele era perturbar as eleições. A Justiça, no entanto, o deixou participar livremente, inclusive nos debates”, enfatizou.
Paes também considerou como uma interferência nas eleições a possível anulação dos votos de Garotinho, permitindo que Douglas Ruas fosse declarado vencedor sem que houvesse segundo turno. “No dia seguinte à eleição, recebemos a notícia de que Garotinho se declarou inelegível ao TSE com o intuito de ter seus votos cancelados e garantir que Douglas Ruas seja declarado vencedor. Isso é uma clara tentativa de obstruir o segundo turno”, expressou.
O prefeito acrescentou que essa movimentação busca retirar dos cidadãos a capacidade de escolher seu próximo governador. “Não se engane. Estão tentando tomar seu poder de decisão sobre quem deve ser o governador e transferi-lo para Garotinho. Estamos testemunhando uma agressão sem precedentes à democracia; é um plano pré-estabelecido denunciado pela minha candidatura desde o início”, afirmou.
Em seguida, mencionou o filho de Garotinho, atualmente deputado federal pelo PL, reiterando suas acusações contra o grupo político por tentar reaver o controle do estado. “É uma manobra desse sistema corrupto que deseja retomar às pressas o controle do Estado do Rio. O mesmo esquema que desviou meio bilhão de reais para garantir a reeleição de Cláudio Castro foi apenas julgado três anos depois”, declarou.
Por fim, Paes expressou sua esperança de que os resultados das urnas sejam respeitados e defendeu a necessidade do segundo turno nas eleições. Ele também desafiou Douglas Ruas para um debate sobre questões estaduais e questionou as possíveis negociações entre ele e Garotinho.
‘Quero saber qual foi o acordo feito com Garotinho para essa manobra. Quero entender como ele conseguiu acumular riqueza através da política. Vamos expor toda essa situação e proporcionar uma reviravolta histórica nas eleições’, finalizou.
