Com o início das eleições de 2026 se aproximando, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou seu compromisso com a democracia, afirmando que está disposto a aceitá-la mesmo que isso resulte em sua derrota. Em uma conversa com a revista alemã Der Spiegel, ele foi indagado sobre o crescimento de Flávio Bolsonaro (PL), que o superou nas últimas projeções de segundo turno feitas por institutos como Datafolha e Quaest.

Lula enfatizou que é fundamental respeitar a vontade do povo, independentemente de suas inclinações políticas, sejam elas à direita, à esquerda ou ao centro. Apesar de ainda não ter confirmado oficialmente sua candidatura à reeleição — deixando essa decisão para as convenções partidárias —, ele procurou desfazer rumores sobre uma possível fragilidade em sua posição.

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Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do BrasilCrédito: Reprodução Instagram/@brunogagliasso
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Trump e Lula se encontraram em outubro de 2025, na MalásiaCrédito: Ricardo Stuckert/PR

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Aos 80 anos, Lula expressou confiança em sua saúde física e mental, brincando sobre seu desejo de viver até os 120 anos. Ele assegurou que o Brasil não enfrentará retrocessos autoritários e ressaltou que não existe espaço para fascistas no país. O presidente afirmou ainda que a extrema direita está fadada ao fracasso por promover apenas a discórdia e o ódio.

Mudando de foco para as relações internacionais, Lula adotou um tom mais crítico em relação ao governo dos Estados Unidos. Ele deixou claro que Donald Trump “não é o imperador do mundo” e condenou as ameaças constantes de conflitos armados advindas do líder americano.

O presidente brasileiro minimizou as declarações de Trump, sublinhando que a relação entre ambos deverá ser pautada por negociações práticas e pelos interesses mútuos de suas nações. Ele exigiu respeito à soberania brasileira por parte do mandatário norte-americano.