Na última terça-feira, 22 de setembro, países da América Latina que fazem parte do Escudo das Américas, uma coalizão promovida pela administração de Donald Trump, avançaram em um acordo que classifica organizações ligadas ao narcotráfico como ameaças coletivas e visa o aumento das sanções conjuntas. Entre as facções afetadas estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), ambos do Brasil. A discussão ocorreu durante um encontro em Nova York, que aconteceu em paralelo à Assembleia Geral da ONU.

Trump convocou seus aliados na região para promover uma ação conjunta contra organizações criminosas internacionais, um dos pilares de sua política voltada para a América Latina. Informações divulgadas nesta terça-feira revelam que o governo dos EUA deseja que os membros do grupo implementem ações contra 24 organizações já identificadas por Washington. As medidas propostas incluem bloqueio de bens, restrições em questões migratórias e responsabilização de indivíduos que ofereçam suporte material a essas entidades.

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Donald Trump iniciou a campanha "Salve nossas eleições", aludindo a alegações de fraudes no sistema eleitoral dos EUADivulgação: The White House
Reunião de assinatura de Trump para alterar a política de vacinação infantil dos EUAReprodução: YouTube/@WhiteHouse
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A classificação do PCC e CV já havia sido estabelecida pelos Estados Unidos como Organizações Terroristas Estrangeiras desde junho deste ano. Essa designação permite ao governo norte-americano impor restrições migratórias, penalizar quem fornece apoio material às facções e realizar bloqueios financeiros relacionados aos grupos.

Compreendendo o Escudo das Américas

Lançado em março deste ano por Trump, o Escudo das Américas representa uma iniciativa regional focada no combate ao narcotráfico e à criminalidade organizada transnacional. Esta aliança conta com a participação de países como Argentina, Chile, El Salvador, Equador, Colômbia e Peru, entre outros na região. A proposta envolve troca de informações estratégicas e coordenação nas ações entre as nações participantes. É importante observar que Brasil e México não fazem parte dessa coalizão.

A abordagem do governo brasileiro difere significativamente quanto à caracterização jurídica do PCC e CV. No Brasil, essas facções são consideradas organizações criminosas ao invés de grupos terroristas. A administração Lula defende que o combate ao crime organizado deve ser feito através da cooperação internacional sem permitir intervenções externas no território nacional.