Após quase 20 anos, Luis Suárez não fará parte da Copa do Mundo deste ano representando o Uruguai. O jogador, reconhecido como o maior goleador da história da seleção uruguaia, foi excluído da lista preliminar enviada à FIFA. Essa informação foi divulgada pelo jornalista Rodrigo Vázquez, da rádio Sport 890.

Sua omissão marca o fim de uma trajetória que começou em 2010. Desde então, Suárez esteve presente nas Copas da África do Sul, Brasil, Rússia e Catar, consolidando-se como um dos ícones da mais bem-sucedida geração do futebol uruguaio neste milênio.

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Luis Suarez pela seleção uruguaia (Reprodução)
Luis Suárez foi bastante homenageado em sua despedida da seleção uruguaia (Reprodução)
Luis Suárez foi bastante homenageado em sua despedida da seleção uruguaia (Reprodução)

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Surpreendentemente, poucos dias antes do anúncio de sua exclusão, Suárez havia mencionado publicamente sua disposição em retornar à seleção nacional, mesmo após ter declarado aposentadoria internacional em setembro de 2024.

“Nunca diria não à seleção se precisassem de mim, especialmente com a Copa do Mundo se aproximando”, declarou ele. No entanto, essa declaração não alterou a decisão do técnico Marcelo Bielsa, que decidiu não incluir o atacante na lista enviada à FIFA.

A despedida oficial de Suárez ocorreu durante as Eliminatórias com um empate sem gols contra o Paraguai. Naquele jogo, o atacante expressou críticas ao ambiente interno da equipe e ao trabalho realizado por Bielsa.

Apesar de não ser convocado desta vez, Suárez se despede como um dos grandes nomes do futebol uruguaio. Ele contabiliza 69 gols em 143 jogos pela seleção e teve papéis fundamentais em momentos marcantes como o quarto lugar na Copa de 2010 e a conquista da Copa América em 2011.

Essa ausência também representa uma mudança significativa na geração atual do futebol uruguaio. Desde a Copa da Alemanha em 2006, Suárez participou ativamente de todos os ciclos da seleção nacional, atravessando diferentes épocas e formando uma base sólida ao lado de outros ícones como Cavani, Godín e Muslera.

Agora sob a liderança de Bielsa na renovação do time, o Uruguai enfrentará o Mundial sem aquele que foi seu principal jogador por muitos anos.