A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em discussão única na última quinta-feira (5/3), o Projeto de Lei 4.019/24 que propõe rebatizar a estação das barcas da Praça XV de Novembro, no Centro do Rio, como Estação Praça XV de Novembro – Silvio Santos.

Com a aprovação dos deputados estaduais, a proposta, de autoria do parlamentar Rosenverg Reis, segue para análise do governador do estado, que terá até 15 dias úteis para sancionar ou vetar a medida.

A homenagem faz referência ao início da trajetória de Silvio Santos, que antes de se tornar um dos maiores comunicadores do Brasil, trabalhou nas barcas que fazem a travessia Rio–Niterói, onde instalou alto-falantes para animar os passageiros com músicas e anúncios. Segundo informações, o local teria sido seu primeiro “palco” diante do público.

Relação de Silvio Santos com o Rio de Janeiro

Silvio Santos foi o primeiro dos seis filhos de Alberto Abravanel e Rebecca Caro, judeus do Império Otomano que migraram para o Rio de Janeiro. Ele nasceu numa casa da Vila Rui Barbosa, que ficava entre a avenida Henrique Valadares e a rua do Senado, na Lapa, Centro do Rio.

Apesar de na década de 50 ter se mudado para São Paulo, onde deslanchou sua carreira e criou seu famoso canal de televisão SBT, a história de Sílvio Santos começou no Rio. Serviu ao exército na Escola de Paraquedistas, em Deodoro, Zona Oeste do Rio, e trabalhou como camelô na Rua do Ouvidor, no Centro, onde vendia canetas, durante a adolescência.

Sua voz chamou a atenção e fez testes para a Rádio Guanabara. Passou em primeiro lugar, superando nomes como Chico Anysio, mas logo voltou a trabalhar como ambulante, onde faturava mais.

Na época do exército, ele passou a trabalhar voluntariamente na Rádio Mauá, em Niterói, na qual apresentava programas com outros locutores. Ao deixar o meio militar, continuou a trabalhar como camelô e como radialista, passando pela Rádio Tupi e pela Rádio Continental, muito populares no final da década de 1940. Foi homenageado em vida, no desfile da escola de samba Tradição no Carnaval de 2001.