Nesta terça-feira (13/1), o “Encontro com Patrícia Poeta” recebeu a advogada Tayane Dalazen, que ganhou repercussão nacional após ser vítima de um ataque de tubarão-lixa em Fernando de Noronha, Pernambuco. Durante a entrevista, ela detalhou como ocorreu o incidente e explicou os primeiros socorros realizados após o ataque.
A advogada contou que retirou a faixa de atadura da cicatriz na última segunda-feira (12/1), após orientação de que o ferimento precisava “respirar”. Ela segue sob acompanhamento médico e revelou que uma amiga, dermatologista cirurgiã, foi quem prestou os primeiros cuidados logo após o ataque do animal.
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“São apenas dois pontos e isso as pessoas têm me perguntado muito. Porque mordidas de animais não podem ser fechadas totalmente, porque há grande risco de contaminação… a cicatrização precisa vir de dentro para fora. O procedimento que a Dra. fez é o chamado “aproximação de bordas”. Para não ficar muito aberto, deve ser aproximado apenas dois cantos, porque aqui que foi o maior”, afirmou e completou ao declarar que a cicatrização está evoluindo bem.
Momento do incidente
Tayane Dalazen relatou que realizou o mergulho acompanhada de um guia local experiente e entrou no mar para praticar snorkel na Praia do Porto. Durante a atividade, o grupo avistou tartarugas, cardumes e tubarões. Em seguida, foi sugerido que se aproximassem mais dos animais, proposta aceita pela advogada.
“Era um tubarão em torno de 2 a 3 metros; eles falaram pelo tamanho da mordida. Porque é um tubarão que não morde, não se alimenta por dilaceramento. Ele não morde e arranca. Por isso até que é permitido… são animais em que são raríssimos os ataques e, quando ocorre, não chamam nem de ataque; o termo correto é ‘incidente’. E, quando acontece esse incidente, são dessa magnitude, de 99,9%… Como vocês podem ver, eu tô quase como advogada — eu sou advogada — eu tô quase advogando pelo tubarão”, explicou.
Ela entrou no mar ciente de que se tratava do habitat do tubarão, seguindo com respeito todas as orientações recebidas dos profissionais da região.
Segundo a moradora de São Paulo, um guia de outro grupo de turistas bateu com um cabo na cabeça do tubarão: “Não sabemos dizer se foi o que posteriormente me mordeu, mas foi momentos antes. E você percebe que há uma movimentação dos tubarões por ali, eles ficam realmente estressados”.
<p"Doeu muito. Doeu muito, mas eu… é uma dor que o nosso corpo, obviamente, está pronto para a sobrevivência. Não é uma dor que você fala ‘ah, vou me entregar, não consigo’. Não. É uma dor muito forte, mas eu fiquei muito alerta, é a adrenalina".
O pesquisador de Noronha, Leonardo Veras, também participou da conversa e afirmou que o guia não agrediu o animal ao bater nele, atitude que ele mesmo recomendaria se os animais estivessem muito próximos.
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