A continuidade da Seleção Iraniana de Futebol na Copa do Mundo FIFA de 2026 foi colocada em xeque pelo presidente da Federação de Futebol do Irã, Mehdi Taj. A incerteza surgiu após o governo da Austrália oferecer asilo a cinco jogadoras da seleção feminina iraniana durante a Copa da Ásia Feminina.
Em entrevista à televisão estatal, Taj criticou a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e associou o incidente ao contexto político envolvendo o Irã. “O presidente americano enviou dois tweets solicitando asilo político para nossas jogadoras (…), e ameaçando que, caso a Austrália não as concedesse, ele mesmo o faria”, declarou.
Nessa mesma entrevista, o dirigente expressou dúvidas sobre a participação da equipe iraniana no torneio. “Ele causou 160 mártires ao assassinar nossas crianças em Minab e agora está sequestrando nossas meninas. Como podemos manter um otimismo sobre a Copa do Mundo nos Estados Unidos nessas circunstâncias?”, indagou Taj.
O presidente também questionou a viabilidade de enviar a delegação iraniana para o Mundial. “Se a Copa se desenrolar nessas circunstâncias, quem em sã consciência enviaria sua seleção nacional para um lugar assim?”, questionou.
A Copa do Mundo FIFA de 2026 acontecerá entre 11 de junho e 19 de julho, com partidas nos Estados Unidos, México e Canadá. O Irã tem jogos da fase de grupos planejados em Los Angeles e Seattle.
