Inicia-se nesta segunda-feira (3/8) uma nova iniciativa nacional voltada para atualizar a vacinação de crianças e adolescentes com menos de 15 anos. A Campanha Nacional de Multivacinação ocorrerá em todas as regiões do Brasil até o dia 1º de setembro, com o objetivo de identificar aqueles que ainda não completaram o esquema vacinal e garantir que as doses necessárias sejam administradas conforme a faixa etária.

O Ministério da Saúde também programou um Dia D para o dia 22 de agosto, momento em que as ações serão intensificadas para encorajar as famílias a procurarem os postos de saúde e facilitarem o acesso à imunização.

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VacinaçãoTânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo
Vacina contra herpes-zóster: comissão abre consulta pública sobre inclusão no SUSPexels
Vacina contra herpes-zóster: comissão abre consulta pública sobre inclusão no SUSPexels
Vacina contra herpes-zóster: comissão abre consulta pública sobre inclusão no SUSPexels
Vacinação está em baixa no PaísPexels
VacinaRicardo Nunes/MS
Dia D de vacinação contra gripe em SPFoto/Pexels
Dia D de vacinação contra gripe em SPFoto/Pexels

Durante essa mobilização, as equipes de saúde farão uma verificação detalhada das cadernetas de vacinação para identificar quais imunizações estão faltando para cada criança e adolescente. Caso haja doses pendentes, elas poderão ser aplicadas imediatamente, observando as recomendações de idade e o histórico vacinal disponível.

A campanha abrange diversos imunizantes listados no Calendário Nacional de Vacinação, ao invés de se restringir a uma única doença. Entre as vacinas disponíveis, destacam-se:

  • Poliomielite;
  • Sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral);
  • Difteria, tétano e coqueluche;
  • Hepatites A e B;
  • Rotavírus;
  • Meningites;
  • Febre amarela;
  • HPV;
  • Dengue, nos municípios onde a vacina faz parte do calendário;
  • Influenza;
  • Covid-19.

Entretanto, a aplicação das vacinas não seguirá um padrão uniforme para todos; cada paciente receberá doses conforme sua idade e o que estiver registrado na caderneta.

O Ministério da Saúde destaca que esta campanha é parte das estratégias implementadas para reverter a queda nos índices vacinais observada nos últimos anos. Embora tenha havido uma recuperação nas taxas desde o início de 2023, ainda existem disparidades significativas entre diferentes estados e municípios.

Essa desigualdade na cobertura vacinal deixa uma parcela da população jovem exposta a doenças que poderiam ser prevenidas através da vacinação.

Para alcançar um maior número de pessoas, os governos estaduais e municipais poderão adotar diversas estratégias adicionais. Isso inclui realizar campanhas de imunização nas escolas, utilizar unidades móveis, estender os horários das salas de vacina e buscar ativamente crianças e adolescentes com calendários vacinais incompletos.

São Paulo ampliará vacinação contra sarampo

Simultaneamente à campanha nacional, três cidades do estado de São Paulo implementarão uma ação específica voltada ao combate ao sarampo. O Ministério da Saúde orientou os municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo a disponibilizarem a vacina para indivíduos entre seis meses e cinquenta nove anos durante a multivacinação.

Essa recomendação surge após a identificação de uma cadeia de transmissão relacionada à entrada do vírus nessas localidades.

Até agora, foram registrados no Brasil um total de dezessete casos confirmados de sarampo em dois mil e vinte e seis. Desses casos, quatorze continuam sob monitoramento no estado paulista, sendo onze na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.

Além disso, mais de sete milhões e duzentas mil doses da tríplice viral foram enviadas aos estados e municípios neste ano. Desse total, cerca de duas milhões novecentas mil já foram aplicadas.

O Ministério também sugere a administração da chamada “dose zero” para bebês entre seis meses e onze meses que residem em áreas onde há circulação do vírus.

A pasta recomenda que pais ou responsáveis aproveitem essa campanha para revisar a situação vacinal dos filhos. A atualização das cadernetas é vista como uma das principais medidas para evitar novos casos da doença e minimizar o risco da reemergência do sarampo no Brasil.