A influenciadora Simone Poncio, de 50 anos, compartilhou em suas redes sociais detalhes sobre sua terceira gravidez. Casada com o pastor Márcio Poncio, ela já é mãe de Saulo, de 30 anos, e Sarah, de 28. Na postagem, Simone revelou que foi diagnosticada com um hematoma subcoriônico. Para esclarecer mais sobre essa condição, o portal LeoDias buscou a opinião de um especialista em saúde.

O ginecologista e obstetra Diney Soares Albuquerque analisou os riscos associados à gestação em mulheres acima dos 50 anos. Ele destacou que embora seja possível engravidar nesta faixa etária, isso requer cuidado especial. “É essencial ser franca sobre os riscos. Nessa fase da vida, o corpo já passou por diversas mudanças, tornando a gestação considerada de alto risco. Os principais problemas incluem hipertensão, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e uma maior probabilidade de aborto espontâneo. Também há um aumento nas chances de parto prematuro e a necessidade de cesarianas. Quando a mulher utiliza seus próprios óvulos, o risco de anomalias cromossômicas no bebê, como a Síndrome de Down, é significativamente maior”, afirmou o médico.

Confira as imagens

Simone Poncio espera um filho com MárcioCrédito: Reprodução Instagram @simoneponciooficial
Simone Poncio está grávida de MárcioCrédito: Reprodução Instagram @prmarcioponcio
Família PoncioCrédito: Reprodução YouTube Broder Channel
Simone Poncio grávida, conforme antecipado pelo portal LeoDiasCrédito: Reprodução Instagram @prmarcioponcio

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Diney Soares Albuquerque também comentou sobre os avanços da medicina que proporcionam mais segurança durante o processo gestacional nessa idade. “A fertilização in vitro com óvulos doados é a abordagem mais comum nessa situação. Quando mulheres acima dos 50 usam óvulos jovens para engravidar, as chances de anormalidades genéticas diminuem consideravelmente. Além disso, existe o diagnóstico genético pré-implantacional que permite analisar embriões antes da transferência para o útero”, explicou ele.

O médico enfatizou que manter uma boa saúde antes da gravidez é crucial para um desfecho positivo. “Uma mulher clinicamente equilibrada — sem hipertensão ou diabetes — tem maiores chances de ter uma gestação tranquila. A avaliação pré-concepcional é essencial e inclui exames cardíacos e hormonais”, ressaltou.

Sobretudo no contexto da fertilização in vitro em mulheres acima dos 50 anos, os cuidados devem ser ainda mais rigorosos. “Embora o procedimento em si não mude muito, o protocolo se adapta bastante ao perfil da paciente. É necessário garantir que o útero esteja apto para receber o embrião e que não haja contraindicações clínicas. As consultas são mais frequentes para garantir acompanhamento próximo em todas as fases do tratamento”, concluiu.

Após Simone revelar seu diagnóstico de hematoma subcoriônico medindo 5 cm no segundo mês da gestação, o especialista forneceu informações sobre essa condição comum durante as primeiras semanas da gravidez. “Esse hematoma se refere ao acúmulo de sangue entre as membranas que cercam o embrião e a parede uterina. Frequentemente detectado por ultrassonografia no primeiro trimestre, pode causar sangramentos leves ou ser assintomático”, esclareceu.

A gravidade do hematoma pode variar conforme seu tamanho e localização. “Os menores costumam se resolver espontaneamente sem complicações adicionais. Já os maiores podem aumentar os riscos associados à gestação”, orientou Albuquerque sobre as medidas necessárias para monitoramento e tratamento adequados.

“Embora não haja medicamentos específicos que eliminem o hematoma — esse processo ocorre naturalmente — a progesterona pode ser indicada para dar suporte à gestação”, finalizou Diney Soares Albuquerque.