Recentemente, a operação de segurança realizada durante os preparativos para a Copa do Mundo de 2026 trouxe à tona novas informações. A divulgação de imagens que mostraram a seleção do Uzbequistão passando por uma rigorosa inspeção nos Estados Unidos levou o treinador da equipe, Fabio Cannavaro, a se pronunciar sobre o incidente.
Cannavaro, que ganhou o título mundial com a Itália em 2006 e atualmente dirige a seleção uzbeque, descreveu como inusitada a maneira pela qual a fiscalização foi realizada antes do amistoso contra a Holanda, ocorrido em Nova York.
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“Fui informado de que essas eram as regras, mas ao final, somente nós passamos pela inspeção, o que achei curioso. Para entender o motivo, seria necessário perguntar a eles”, comentou Cannavaro à emissora CGTN, destacando o impacto internacional da sua declaração, especialmente próximo ao início do Mundial.
O que ocorreu com o Uzbequistão
As redes sociais mostraram imagens dos jogadores, membros da comissão técnica e funcionários da delegação formando filas para serem revistados individualmente antes de entrarem no estádio.
Durante o procedimento, todos passaram por detectores de metal enquanto mochilas e outros pertences foram revistados minuciosamente no chão. Além disso, os itens pessoais foram inspecionados com cães farejadores e acompanhados por agentes de segurança.
Cannavaro esteve presente durante todo o processo ao lado dos jogadores. O ex-defensor foi um dos primeiros a desembarcar do ônibus e acompanhou cada etapa da operação até seu encerramento.
A situação atraiu ainda mais atenção pois não houve confirmação pública de que a seleção holandesa tenha enfrentado um protocolo semelhante.
Segurança reforçada nos Estados Unidos
Relatos da mídia local indicam que o endurecimento das medidas de segurança está vinculado à presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na cidade naquele período.
Contudo, essa não foi uma ocorrência isolada. Nos últimos dias surgiram outros relatos sobre delegações e profissionais envolvidos no torneio. O atacante iraquiano Aymen Hussein teria sido submetido a cerca de sete horas de interrogatório. Jogadores da seleção senegalesa também relataram procedimentos rigorosos ao entrarem no país.
Além disso, Talal Salah, fotógrafo oficial da seleção iraquiana, foi deportado pelas autoridades americanas. O árbitro somali Omar Artan passou pela mesma situação.
Esses incidentes suscitam um debate acerca dos protocolos de segurança e imigração estabelecidos pelos Estados Unidos durante a Copa do Mundo.
Estreia se aproxima
Enquanto esse debate ocorre fora das quatro linhas, Cannavaro se esforça para manter o foco na preparação da equipe para o torneio. A estreia do Uzbequistão na Copa está agendada para o dia 17 contra a Colômbia na Cidade do México. Em seguida, a equipe irá aos Estados Unidos enfrentar Portugal, liderada por Cristiano Ronaldo, antes de finalizar sua participação na fase de grupos contra o Congo.
Com o início da competição se aproximando rapidamente, os acontecimentos envolvendo a delegação uzbeque ressaltam um tema que promete dominar os bastidores do Mundial: questões relacionadas à segurança devem ser um dos assuntos centrais durante toda a Copa de 2026, tanto dentro quanto fora dos estádios.
