Joseph Blatter, ex-presidente da FIFA, fez um alerta ao comentar o atual cenário político e institucional dos Estados Unidos às vésperas da Copa do Mundo de 2026, que será realizada no país em conjunto com México e Canadá. As declarações surgiram em uma entrevista concedida por Blatter ao jornal suíço Tagesanzeiger, na qual o ex-presidente comentou o ambiente político e institucional dos Estados Unidos.
“O que estamos vivendo no plano interno – a marginalização dos opositores políticos, os abusos por parte dos serviços de imigração, etc., dificilmente incentiva os torcedores a irem para lá”, afirmou Blatter. Ele ainda acrescentou: “É melhor assistir pela TV. Ao chegarem, os torcedores deverão esperar que, se não se comportarem adequadamente com as autoridades, serão mandados de volta para casa imediatamente. Se tiverem sorte”.
As declarações surgem em um contexto de tensões diplomáticas envolvendo os Estados Unidos, impulsionadas por posicionamentos do presidente norte-americano, Donald Trump, como o desejo de anexação da Groenlândia e ameaças de elevação de tarifas contra países europeus que se opõem a suas políticas. Diante desse cenário, começam a surgir na Europa manifestações que defendem um boicote ou até o cancelamento da Copa do Mundo de 2026.
Apesar disso, dirigentes do futebol europeu descartaram oficialmente qualquer iniciativa nesse sentido. Em entrevista ao jornal Ouest-France, publicada no domingo, o presidente da Federação Francesa de Futebol, Philippe Diallo, afastou a possibilidade de boicote. “Não há qualquer intenção por parte da Federação Francesa de Futebol de boicotar a Copa do Mundo nos Estados Unidos”, disse o dirigente.
