Na última terça-feira (6/10), o Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou seu apoio à decisão de Anthony Garotinho (Republicanos) de abrir mão do recurso que busca reverter a negativa de sua candidatura ao governo do estado do Rio de Janeiro. A deliberação final sobre a questão será realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e, caso o pedido seja acatado, isso poderá impactar significativamente o resultado das eleições. Assim, Douglas Ruas (PL) poderia ser declarado governador eleito já no primeiro turno.

Garotinho obteve 274.411 votos, o que representa 3,17% dos votos totais. Com a indeferência de sua candidatura, esses votos podem ser excluídos da contagem dos votos válidos. Essa nova contabilização levaria Ruas a ultrapassar os 50% necessários para assegurar a vitória sem a necessidade de um segundo turno.

Veja as fotos

Anthony GarotinhoCrédito: Reprodução Instagram @oficialgarotinho
Anthony GarotinhoCrédito: Reprodução O Globo
Douglas RuasCrédito: Reprodução
Eduardo Paes e Douglas RuasCréditos: Márcia Foletto e Fabiano Rocha – Agência O Globo
Eduardo PaesCrédito: Reprodução Redes Sociais

Leia Também

Política

Prisão domiciliar de Débora do Batom é mantida e Moraes concede regime semiaberto

TV

Adriana Araújo critica posicionamento de deputada Eduarda Campopiano sobre feminicídio

Política

Douglas Ruas agradece votos e diz confiar em eleição no 1º turno no RJ

Política

Zema declara voto em Flávio Bolsonaro e pede derrota de Lula no 2º turno

A manifestação do MPE foi assinada por Alexandre Espinosa, vice-procurador-geral eleitoral, que solicitou ao TSE a validação da desistência apresentada por Garotinho. Caso o tribunal não aceite essa solicitação, o MPE propõe alternativamente que o recurso seja negado, mantendo assim a decisão que indeferiu a candidatura.

A situação gera um debate sobre a posição do TSE, que tradicionalmente vê como problemática a desistência de recursos após as eleições, uma vez que isso pode influenciar os resultados. Contudo, Espinosa argumenta que este caso deve ser considerado uma exceção, pois tanto a desistência quanto a recusa do recurso teriam consequências idênticas na prática: manteria a candidatura indeferida e anularia os votos obtidos por Garotinho.