Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal pelo PL, obteve permissão para residir permanentemente nos Estados Unidos. O Green Card foi concedido pelas autoridades americanas neste mês, após o político, que se encontra no país desde fevereiro de 2022, cumprir todos os requisitos necessários para a obtenção do documento.

Com a concessão da residência permanente, Eduardo poderá viver indefinidamente nos EUA, além de ter o direito de trabalhar e estudar legalmente. O processo para adquirir o Green Card pode ser extenso e requer a comprovação de diversos critérios estabelecidos pelas autoridades dos EUA.

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Governo Trump concede Green Card ao Eduardo Bolsonaro após 1 ano e 5 meses nos EUAFoto: Reprodução
Eduardo BolsonaroFoto: Wilson Dias/Agência Brasil
Eduardo Bolsonaro (PL/SP) em conteúdo para suas redes sociaisCrédito: Reprodução X @BolsonaroSP
Eduardo Bolsonaro sobre decisão de Moraes logo após STF votar pela confirmação da sentençaReprodução: Instagram/@bolsonarosp
Eduardo Bolsonaro assistindo o jogo do Brasil em Houston, nos Estados UnidosFoto: Reprodução
Eduardo BolsonaroCrédito: Reprodução Instagram Eduardo Bolsonaro
Eduardo BolsonaroCrédito: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
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O jornalista Paulo Figueiredo, próximo à família Bolsonaro, confirmou ao GLOBO a concessão do Green Card. Ele informou que o pedido teve início há mais de um ano, mas foi apenas agora que a autorização foi aprovada, após Eduardo apresentar a documentação necessária e comprovar que atendia aos critérios exigidos.

Em uma conversa com Igor Gadelha, da coluna Metrópoles, Eduardo declarou que se sente “seguro” nos Estados Unidos desde a aprovação do seu pedido.

“Agradeço ao governo Trump pela consideração. Segui todos os passos exigidos e agora estou vendo o resultado. Vim para os EUA inicialmente por poucos dias e acabei me exilando devido à perseguição no Brasil. Aqui me sinto seguro, já que os abusos do Alexandre (de Moraes, ministro do STF) não têm efeito”, disse ele.

A concessão da residência permanente ocorre em um momento delicado nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. O governo Trump impôs tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, gerando críticas das autoridades dos dois países. Marco Rubio, secretário de Estado americano, também disparou críticas contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que o presidente “priorizou seu próprio ego em vez de buscar um acordo que beneficiasse o povo brasileiro”.

Condenação no STF

Recentemente, na primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo foi condenado por supostamente pressionar autoridades e buscar apoio do governo americano para impor sanções contra membros do Judiciário brasileiro.

Essa ação se relaciona às tentativas dele de interferir no processo judicial envolvendo uma trama golpista que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo, a uma pena total de 27 anos.

A punição aplicada ao ex-deputado foi fixada em quatro anos e dois meses em regime semiaberto, além da imposição de uma multa equivalente a cem salários mínimos. O STF também determinou que ele fique inelegível por um período de oito anos após cumprir sua pena.

Permanência nos Estados Unidos

Eduardo deixou o Brasil em fevereiro do ano passado utilizando um visto de turista que permitia sua permanência legal nos EUA por cerca de seis meses. Naquela ocasião, ele alegava ser perseguido pelo Judiciário brasileiro.

Diante da limitação do visto, chegou a considerar solicitar asilo político ao governo Trump como alternativa para obter residência permanente nos EUA. Durante esse período, Jair Bolsonaro afirmou que seu filho “é muito mais útil para o Brasil fora do país”.

Aliados esperavam que Eduardo retornasse ao Brasil entre julho e agosto deste ano, coincidindo com as eleições. Entre as possibilidades discutidas estava uma candidatura ao Senado por São Paulo ou participação em uma chapa presidencial apoiada por seu pai.

Enquanto esteve nos Estados Unidos, ele perdeu seu mandato como deputado federal devido à cassação por faltas excessivas e também deixou o cargo público como escrivão da Polícia Federal.