Neste domingo (30/8), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu suspender a campanha de Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo partido Missão. O ministro Dias Toffoli alegou que perfis não registrados estariam divulgando conteúdo favorável ao candidato, o que gerou a necessidade de impedir que ele obtivesse vantagens indevidas. Após essa deliberação, Renan expressou seu descontentamento nas redes sociais, acusando a decisão de ser uma forma de censura.
A suspensão foi anunciada na segunda-feira (31/8). De acordo com Toffoli, tanto Renan quanto seu vice, Aroldo Medina, não relataram ao TSE todos os perfis que utilizam nas plataformas digitais. Conforme as normas eleitorais, é obrigatório que os candidatos informem à Justiça todos os canais que pretendem usar durante a campanha.
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Toffoli ressaltou que a falta inicial de algumas contas poderia ter possibilitado que material promocional da campanha atingisse um público não familiarizado com os perfis oficiais, criando assim uma vantagem em relação aos outros concorrentes.
A suspensão da propaganda digital foi acompanhada da proibição dos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), além da restrição à participação de Renan em debates e eventos eleitorais em meios como rádio, televisão e podcasts.
A resposta do candidato nas redes sociais incluiu a troca de sua foto de perfil por uma imagem em preto e branco, onde aparece com os olhos cobertos por uma faixa com a palavra “censurado”.
Participações anteriores
Antes da imposição da suspensão, Renan Santos já havia participado do primeiro debate presidencial transmitido pela Band e também foi entrevistado por veículos como “O Globo”, “Valor” e CBN durante uma sabatina conduzida por Milton Jung, Lauro Jardim, Malu Gaspar e Maria Cristina Fernandes. Além disso, ele teve uma participação no “Jornal Nacional” com Renata Vasconcellos e César Tralli.
