Durante uma entrevista concedida a Caio Barbieri, do programa “Política em Minutos”, na última terça-feira (25), Marcelo Freixo não hesitou em usar um termo contundente para caracterizar a família Bolsonaro e o bolsonarismo. Ao ser indagado sobre uma palavra que pudesse descrever esse grupo político, o deputado respondeu de forma incisiva: “É um atraso. É um atraso muito grande.”

Freixo prosseguiu enfatizando a importância do diálogo no Brasil e reconheceu que existem áreas no governo de Luiz Inácio Lula da Silva que ainda precisam de melhorias. Para embasar sua crítica às administrações anteriores, ele apresentou dados sobre questões como salário mínimo, desigualdade social, vacinação infantil e evasão escolar.

O parlamentar destacou que, sob a presidência de Jair Bolsonaro, o salário mínimo perdeu 2% de seu poder aquisitivo. Em contraste, durante o governo Lula, esse mesmo indicador teve um aumento de 14,9%. Ele também mencionou que a desigualdade social foi reduzida pela metade nesse período.

Freixo abordou ainda a questão da vacinação infantil. Ele destacou que, em 2021, o Brasil se posicionou como o sétimo país com os piores índices de vacinação infantil durante a gestão Bolsonaro. Entretanto, sob a administração Lula, o número de crianças sem vacinas caiu drasticamente de 360 mil para apenas 50 mil.

Outro aspecto importante mencionado foi a evasão escolar no ensino médio. O deputado afirmou que houve uma diminuição de 43% nessa taxa durante o governo Lula, resultado das iniciativas implementadas pelo programa Pé-de-Meia.

Ao finalizar sua análise, Freixo reiterou sua avaliação negativa do bolsonarismo, qualificando-o novamente como um retrocesso. “Portanto, o governo Bolsonaro pode ser visto como um símbolo desse atraso. A lógica do bolsonarismo é um atraso”, concluiu.

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