Na última segunda-feira (20/7), um tribunal dos Estados Unidos decidiu interromper temporariamente a fusão monumental entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery, uma operação avaliada em US$ 110 bilhões (cerca de R$ 562 bilhões). Essa decisão judicial ameaça um dos maiores negócios do setor audiovisual nos últimos anos.

A juíza federal Araceli Martinez-Olguin, atuando em um tribunal localizado em Oakland, Califórnia, foi responsável pela determinação. Ela atendeu ao pedido de uma aliança composta por procuradores-gerais de 12 estados americanos, sob a liderança da Califórnia. O grupo acusa as duas empresas de infringirem as leis antitruste federais.

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Compra da Warner Bros. é disputada por gigantesCréditos: Reprodução Pexels e YouTube
Warner Bros.Crédito: Pexels

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Os procuradores argumentam que essa fusão entre as duas grandes empresas pode eliminar a concorrência no mercado, levando a um aumento nos preços para os consumidores e à diminuição significativa na produção de filmes e séries.

A juíza estabeleceu uma ordem restritiva temporária válida por um período inicial de 14 dias, que poderá ser estendida por mais duas semanas, impedindo qualquer progresso na finalização do negócio. Uma nova audiência foi agendada para o dia 3 de agosto, ocasião em que o tribunal decidirá se concederá uma liminar para bloquear o acordo permanentemente.

Conforme informações divulgadas pela Variety, essa fase no direito concorrencial americano é considerada um verdadeiro teste decisivo. Historicamente, quando uma liminar desse tipo é emitida contra fusões desse porte, é comum que o acordo desmorone antes mesmo do julgamento final devido à morosidade do processo e aos altos custos envolvidos para manter a operação suspensa.

A Paramount demonstra urgência e espera reverter essa decisão até o início de setembro. Caso a transação não seja concluída até o dia 30 de setembro, uma cláusula contratual será ativada, resultando na imposição de multas diárias significativas à Paramount em favor dos acionistas da Warner Bros. Discovery.