A senadora do Paraguai, Celeste Amarilla, voltou a se pronunciar sobre o jogador Kylian Mbappé, após ser acusada de fazer comentários racistas contra ele. Amarilla ameaçou processar o craque francês e fez referência ao caso de Ronaldinho Gaúcho, que foi preso em território paraguaio em 2020. A controvérsia teve início depois do confronto entre Paraguai e França nas oitavas de final da Copa do Mundo.

Durante uma entrevista, a senadora dirigiu um aviso ao atacante: “Eu aconselharia você a tomar cuidado com os paraguaios. Não se envolva com os paraguaios, Mbappé. Aqui nós já prendemos o Ronaldinho! E não me subestime, Mbappé. Eu posso te processar, procure um advogado e eles vão te informar que eu realmente posso ganhar essa disputa. Isso é violência de gênero e política contra a mulher. É algo sério! Isso sim é grave”.

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Mbappé durante o jogo contra o Paraguai e a senadora Celeste AmarillaReprodução: YouTube/CazéTV | Instagram/@celestesenadora | Montagem
Kylian Mbappé ao lado de Celeste AmarillaReprodução: Redes Sociais
Declaração de Mbappé sobre os comentários da senadoraReprodução: X/@KMbappe
Senadora Celeste AmarillaReprodução: Instagram/@celestesenadora
Mbappé celebra gol para a França contra o Iraque na Copa do MundoReprodução/EFE/EPA/WILL OLIVER

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No dia 5 de julho, Amarilla lançou ataques racistas direcionados a Mbappé após a eliminação da seleção paraguaia. O atleta francês, que tem ascendência camaronense e argelina, foi alvo de comparações desumanizadoras, sendo chamado de “bruto” e outras ofensas como “ele nem aprendeu a escrever”. Os comentários incluíram ainda insinuações sobre sua origem: “Em vez de leite materno, mamou em cocos”, seguido por críticas aos seus supostos comportamentos.

Em resposta às declarações da senadora, Mbappé não hesitou em chamá-la de “desprezível”, frisando que ela não representa seu país: “Você é uma mulher desprezível e indigna da sua posição. Você não representa o Paraguai, uma nação que sempre mostrou paixão e honra durante toda a competição”. A Federação Francesa de Futebol (FFF) revelou que tomará medidas legais contra Amarilla.

O Caso Ronaldinho:

Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis Moreira foram presos ao tentarem entrar no Paraguai com documentos falsificados em 2020. O ex-jogador do Barcelona passou 32 dias detido em um presídio na capital paraguaia antes de cumprir cinco meses sob prisão domiciliar em um hotel. O caso foi encerrado em agosto daquele ano após um acordo com o Ministério Público paraguaio, resultando na liberação dos irmãos.