Maíra Cardi anunciou em suas redes sociais que sua filha, Eloah, de apenas seis meses, foi hospitalizada nos Estados Unidos devido a um diagnóstico de bronquiolite. O portal LeoDias entrou em contato com profissionais da saúde que destacaram a seriedade dessa condição que acomete a menina, a caçula da influenciadora e empresária.

A pediatra Daniela Piotto, que é professora associada ao departamento de pediatria da Unifesp, explicou os agentes causadores da bronquiolite: “Ela é provocada por vírus respiratórios, sendo o vírus sincicial respiratório (VSR) o mais frequente. Esses vírus atingem os bronquíolos, que são as pequenas vias aéreas responsáveis pela passagem do ar para os pulmões. Isso resulta em inflamação e aumento na produção de secreções”, afirmou.

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Maíra Cardi e famíliaDivulgação: Mari Righez

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Maíra Cardi se interna para o nascimento da filha, fruto do casamento com Thiago NigroReprodução Instagram Maíra Cardi

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Maíra Cardi está à espera da terceira filhaReprodução/Instagram/@mairacardi


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A especialista enfatizou que essa doença é particularmente frequente entre crianças menores de dois anos. “Os bebês possuem vias aéreas muito estreitas e um sistema imunológico ainda em desenvolvimento. Devido à fragilidade dos bronquíolos, qualquer tipo de inflamação pode comprometer significativamente a passagem do ar, além disso, eles não conseguem eliminar secreções com eficiência”, detalhou.

Por sua vez, o pediatra Dr. Iago Vinícius Gonçales Siqueira Oliveira destacou os riscos associados à bronquiolite. “O principal perigo é a possibilidade de evolução para desconforto respiratório, resultando em queda na oxigenação e necessidade de tratamento hospitalar. Em casos mais severos, pode ser necessário oxigenoterapia e até mesmo internação em unidade de terapia intensiva (UTI). Crianças com menos de seis meses, prematuras ou portadoras de condições pré-existentes como doenças cardíacas e pulmonares têm um risco elevado de complicações”, esclareceu.

Iago também abordou como reconhecer os sinais indicativos da doença. “Os sintomas iniciais costumam ser semelhantes aos de um resfriado comum, como coriza, tosse leve e febre baixa. À medida que a condição avança, podem aparecer manifestações respiratórias mais graves, como respiração acelerada e chiados no peito. Os pais frequentemente notam isso através do afundamento das costelas ou do movimento intenso das narinas. Além disso, pode haver dificuldade para se alimentar ou mamar, junto com irritabilidade ou cansaço excessivo”, relatou o pediatra.

A abordagem terapêutica para a bronquiolite geralmente consiste em medidas de suporte. “O tratamento visa auxiliar o organismo enquanto ele combate o vírus. Isso inclui garantir uma boa hidratação, realizar lavagens nasais regulares e controlar sintomas como febre. Acompanhamento próximo da evolução clínica e respiratória é essencial. Nos casos mais graves, pode haver necessidade de oxigênio suplementar e internação hospitalar. É importante ressaltar que antibióticos não são indicados na rotina desse tratamento por se tratar de uma infecção viral”, finalizou Iago.

Por último, Daniela Piotto alertou sobre quais sinais devem chamar a atenção dos pais em relação à bronquiolite: “É crucial observar a respiração do bebê. Sintomas como respiração rápida ou dificultosa, afundamento das costelas e abdômen durante a respiração, dificuldades para mamar ou se alimentar adequadamente, cansaço excessivo ou irritabilidade são motivos para procurar ajuda médica imediata. Qualquer alteração no comportamento ou padrão respiratório durante episódios gripais exige avaliação precoce por um pediatra”, concluiu.