A batalha intensa pela compra da Warner Bros. continua acirrada e ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (10/2). A Netflix parecia estar próxima da vitória, mas a Paramount decidiu entrar com força total para impedir o negócio e fez novas propostas polêmicas.

Em uma manobra agressiva, conhecida no mercado como “oferta hostil”, a empresa liderada por David Ellison apresentou novos incentivos financeiros para convencer os acionistas a romperem o contrato prévio. A proposta mantém o valor de compra em US$ 30 por ação (superando os US$ 27,75 da concorrente), mas agora inclui garantias extras contra possíveis riscos.

O pacote da Paramount inclui:

  • Cobertura da multa – A Paramount concorda em pagar, com recursos próprios, a multa de rescisão de US$ 2,8 bilhões que a Warner teria que desembolsar para a Netflix por quebrar o acordo atual;

  • Taxa de espera – Caso haja atraso na conclusão do negócio para depois de 31 de dezembro de 2026, a Paramount pagará um “adicional de paciência” de US$ 0,25 por ação a cada trimestre de atraso;

  • Refinanciamento – A empresa também se compromete a assumir US$ 1,5 bilhão em custos de dívidas da Warner.

Acredita-se que a estratégia da Paramount vai além dos números. Segundo o The Hollywood Reporter, a empresa está apelando diretamente aos acionistas da WBD, solicitando que ignorem a diretoria atual, incluindo o CEO David Zaslav, e rejeitem a proposta da Netflix, que é abertamente chamada de “inferior”.

Para demonstrar sua solidez financeira, a Paramount destacou que conta com o apoio do Bank of America e a garantia pessoal do bilionário Larry Ellison.